sábado, 16 de outubro de 2010

Que coisas são essas que me dizes sem dizer...

...escondidas atrás do que realmente quer dizer?

Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias.
Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é
que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti.
Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço.
Não sinto nenhuma alegria além de ti. Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar.
[Caio F.]




Cada novo dia me trás uma lembrança nova de você, de nós. O que é ruim, porque isso não me deixa desistir.
Me lembro da primeira vez que me ligou e eu fui atender alguém no portão e te deixei esperando e você acabou desligando. Das tantas vezes que me fez rir e riu da minha risada feia. Das nossas tardes onde ficávamos nos vendo pela web cam e fazendo caretas, dos dias que eu deixava de fazer tudo, até de estudar pra provas pra falar com você, de ignorar qualquer outra coisa e deixar sem importância pra de certa forma poder estar contigo.
E agora te vejo distante de mim, mesmo que grande parte de você eu tenha deixado aqui guardada dentro de mim , o que talvez tenha sido o pior erro da minha vida, e mesmo assim, insisto e continuo errando. Sei que o mais sensato agora seria tirar tudo, jogar fora qualquer coisa que me lembre você e me afastar de uma vez por todas... Mas parece que quanto mais eu fujo mais próxima eu fico.
E eu decido que dessa vez não, hoje pelo menos não. Não vou mandar mensagem, nada de conversar por MSN, nada de nada e aí você chama e eu respondo. Fraca acabo cedendo e deixando tudo pra amanhã. Não, não é culpa sua, é culpa minha! Sou eu que corro feliz e iludida, me contentando apenas com palavras.
Xingo, morro de raiva de mim mesma, decido que não quero mais, mas aí lembro de coisas de uns 300 anos atrás como naquele dia que você disse que não era pra eu te abraçar forte pra não estragar o presente e tirou uma rosa de dentro da mochila, ou quando me ligava e me acordava de madrugada dizendo que não conseguia dormir e pensava em mim e queria ouvir minha voz de sono que era bonitinha, ou quando me levava de cavalinho pela casa e eu me matava de rir com medo de cair. Ou daquela vez em que os ‘pererongos’ me atacaram e você ficou passando gelo pra ver se melhorava, e aquela vez que chegou escondendo algo e me deu a armação de uma pipa, dizendo que era um presente,  ou de quando dançávamos no meio da cozinha, ou quando cantava pra mim suas músicas inventadas e feias que alegravam meu dia, ou as vezes em que eu acordava rindo com uma mensagem sua. Do seu cuidado, da sua presença mesmo que ausente, das suas atitudes, gestos, palavras. Lembro com os olhos cheios de lágrimas prestes a cair dou risada, e fico ainda mais perdida por saber que apesar de parecer besteira era tudo que eu queria. Que eu sempre quis e sem te dizer, você parecia adivinhar.  E eu me pergunto como, como desistir disso tudo? Como abrir mão? Como fingir que não foi nada, que tanto faz, que não tem importância e que vou achar outra pessoa que faça isso por mim? Não consigo imaginar. Eu sei, é tão fácil olhar e falar que vou ser feliz, que vou encontrar alguém, que vai passar e que você não é o único cara do mundo. Pode até não ser, mas é o que eu quero comigo.
Mesmo que finja que tudo está bem, que somos amigos agora e até dê risada da situação, isso é bom e é ruim. É ruim ter que ir dormir com um ‘’eu te amo’’ não dito entalado aqui, mas feliz por poder falar contigo, te contar das minhas coisas e saber das tuas, do teu dia, de como anda sua vida. Ruim ter que rir quando me conta de outras meninas e fingir que essa vida superficial que levo agora me faz bem, mas tão bom saber que apesar de tudo ainda pensa em mim, mesmo que muito de vez em quando.
Deus, como eu queria ser forte uma vez na vida pra não mais quebrar a cara. 
Ás vezes acho que sou a maior palhaça do mundo, e talvez seja mesmo, por largar tudo quando se trata de você, sem nem querer saber se é verdade o que me diz ou não, acreditar e confiar cegamente em ti.
Onde já se viu viver assim? Quando foi que imaginei uma situação dessas pra minha vida? Me contentando com tão pouco, dividindo aquilo que mais me tornava egoísta com alguém, deixando todo meu orgulho de lado pra ter um pouquinho mais de você comigo. Nunca, nunca me imaginei tão idiota assim.
E eu tento fugir, juro que tento, mas me falta força pra dizer chega. Força e coragem porque sei que se te desse opção você escolheria ir de uma vez por todas, partindo pro tudo ou nada eu ficaria sozinha, e com o nada. Não quero um ponto final, quero os "três pontinhos".
A verdade é que tô cansada de disso tudo, cansada desses fins de semana onde me engano tomando porre e ficando com quem nem quero saber, cansada de fingir que isso me faz bem - até faz, mas é por uma noite e só -, cansada de tentar colocar alguém no seu lugar pra ver se as coisas melhoram, de sair com caras que nem me fazem rir de verdade, cansada principalmente de ter que esperar você voltar  pra enfim meu coração ficar calmo e assim saber que em meio a tanta besteira, a tanta gente chata, a tantos caras metidos e sem conteúdo você ainda me salva. E então perceber que o que eu mais queria não está nessas baladas e noites de bebedeira com os amigos, eu queria era ter de volta um domingo à tarde no zoo com meu menino esquisito, que sempre, apesar de tudo, me fazia – e me faz – feliz, me faz rir de verdade, me faz Beem.  
E você consegue entender tudo isso? E a gente faz o que? NAAADA, é isso, NÃO FAZ NAAADA! (sei que vai ler, e isso vai entender, sei também que escrevendo tudo isso corro sérios ‘riscos’, mas que seja.). 
' Volta que eu te cuido.'

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Olha aí!

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