quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tua ausência causando silêncio em todo lugar...


Metade de mim,
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só...
(O Teatro Mágico/O anjo mais velho)



E assim mais um dia passou e você não veio dizer que era tudo brincadeira ou que se arrependeu da escolha. Mais um dia passou e você não voltou. E isso dói. E se junta com as melhores lembranças de nós, com cada EU TE AMO dito, com o último. Com cada plano, com cada tudo, tudo ao seu lado.

E aí eu afundo meu rosto no travesseiro e sofro essa dor sozinha, soluço sozinha. O mundo não para pra compartilhá-la comigo, pra ter pena de mim, pra fazer uma campanha de “Volta fulano”. Não, não para. Porque não dói em mais ninguém, só em mim.

E eu pergunto: Por que Deus? Hein? Por quê? Por que é difícil desse jeito? Por que eu tenho que deixar de gostar de alguém sem motivo? Por que com tudo isso, com a escolha feita e desistindo da gente ele ainda diz que me ama? Se eu conseguisse pensar em pelo menos uma razão ruim pra deixar de gostar... Será que além de neurótica fiquei cega?! Mas é que não tem! Não tem um “eu te traí”, pra que eu fique com raiva, um “não gosto mais de você”, pra que eu perca minhas esperanças e desista de nós, talvez um “eu vou embora”, pra distância ajudar... Nada disso.

Como deixar de gostar de alguém que liga no outro dia mesmo dizendo que não ligaria, ou então que liga só pra dizer que me ama, ou pra dizer que ta com saudade e que a Lua ta bonita... Que me dá rosas. Que sempre agüentou firme minhas birras, meu ciúme, minha chatice, meu cansaço. Que sempre me animou e fez coisas boas pensando em mim. Como? Não dá!

E você ainda vem dizer que um dia essa nuvem negra, que você mesmo colocou, vai sair da frente do meu Sol e tudo vai ficar bem, mas acontece que só quem colocou é que pode tirar.

Nem quero fingir que estou bem e correr o risco de você ver e aí achar que então tá beleza, que bom que ela tá bem e assim desistir de uma vez por todas da gente.

É tão fácil falar que vai passar... Mas o duro é essa espera, é o enquanto não passa. E mesmo que passe não vai acabar, vai apenas ficar guardado como uma carta velha que toda vez que lemos bate saudade e nos faz querer reviver tudo de novo.

E eu só consigo sentir nojo dos outros caras, porque nenhum deles se quer se parece contigo, são uns babacas. E eu sinto raiva de mim por isso. Já não bastasse a culpa que pela primeira vez na vida não tento pôr em ninguém, a não ser em mim.

Será que se eu não tivesse, na espera de acalmar meu coração depois do susto com o barulho do celular despertando, dormido de novo e te ligado mais cedo, você viria e tudo estaria bem? E se eu não tivesse sido chata e orgulhosa contigo mais uma vez, será que você então não ficaria de saco cheio e tudo estaria bem? E se eu não tivesse insistido e esperasse sua raiva passar pra então conversar, nós nos acertaríamos?

A verdade é que me desacostumei a ser sozinha, e foi você quem me ensinou a ser assim , a não ser egoísta, a sempre compartilhar tudo com os outros, principalmente minhas alegrias, e agora porque não minhas tristezas? Não posso compartilhar com você, você não vai me ligar pra me fazer rir e deixar tudo bem... Uma das tantas coisas que você me ensinou. E aí me pergunto, será que também te ensinei algo bom? Algo que realmente tenha valido a pena? É, quem sabe. E isso agora me faz sorrir, porque talvez algo te faça lembrar de mim de vez em quando.

Eu não vou te esquecer, isso é fato. Vou sempre estar ao seu lado, mesmo longe. Vou sempre torcer por você e comemorar contigo cada coisa boa que acontecer em sua vida, mesmo que você não me veja, ou nem saiba. Eu prometo que vou. Mesmo que se passem anos, eu vou estar aqui, talvez o sentimento também, mesmo que isso pareça meio dramático e eu esteja usando as tais palavras grandiloquentes, eu vou estar. E se você quiser me convidar pra uma noite embaixo da nossa árvore daqui 10 anos, eu estarei lá. Te prometo.

E meus olhos já estão cheios de novo, e com isso descobri que as lagrimas não acabam, não secam, não param. Se eu chorar mais, acho que acontece outra enchente lá no Nordeste! Engraçadona --' . E o pior de tudo: não adianta nada!

Como se por algum milagre meu desespero fosse te trazer de volta... Sei que não, e sabendo disso a dor vem de novo ignorando todo resto a minha volta. Ignorando o Matheus que quer saber que letra desenhou, os outros pequenos que dormem, ou aquele ali deitado quietinho me olhando. Ignora o mundo lá fora, que ainda não parou por minha causa.

E tudo fica quieto, e eu também. Fico imóvel porque parece que se eu me mexer vai doer mais ainda. Nem tenho mais coragem pra aguentar.

Parece que não vai passar, não até eu querer que passe. E eu quero!

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